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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Eu | Tenho que desabafar...

24.02.16 | Vera Dias Pinheiro
mulher+flores+grávida+o que vestir quando estamos grávidas

Gostava de dizer que estou mesmo a adorar estar grávida esta segunda vez, mas a verdade é que não está a ser nada fácil. Eu gostava realmente de poder dizer que as minhas gravidezes são "santas", mas isso também não é verdade, sobretudo agora. 
Têm sido muitos os desconfortos que me retiram algum do meu bem-estar diário. No início, eram os enjoos e as más disposições, foram três meses iniciais de um estado de graça com muita pouca graça. Os três meses seguintes foram mais calmos, porém a azia, cada vez mais presente, retira-me qualidade de vida, quando até um simples copo de água me provoca este ardor insuportável; o estômago colado à garganta não me deixa desfrutar das refeições como gostaria e é todo este cocktail que tem tornado os meus finais de dia cada vez mais penosos. Sim, penoso é mesmo a palavra certa, de tal forma que entrei numa fase em que se torna bastante difícil fazer uma vida normal.

E querem saber qual é a cereja no topo do bolo? Uma gripe! Sim, era só o que me faltava para me deixar completamente de rastos. Desde segunda-feira que estou de cama e ontem tive mesmo que fazer a minha primeira visita às urgências. E eu que andava tão contente por estar a conseguir passar o Inverno sem me constipar, mesmo com os beijinhos ranhosinhos do Vicente e com ele a tossir mesmo na minha cara.

Mas o pior de tudo é sentir que isso se reflecte no meu papel enquanto sua mãe. Sinto que não tenho conseguido estar à altura das exigências e estas últimas três semanas têm sido particularmente difíceis. A semana passada - pensava eu - tinha sido para descansar, depois do pai ter estado uma semana fora, e esta seria para retomar aos poucos a vida normal... Mal sabia eu o quanto estava enganada. 

Tenho uma semana cheia de compromissos, uns tenho conseguido alterar, outros não posso mesmo faltar e lá vou eu, tentado dar o meu máximo, escondendo o ar cansado e pálido por detrás de uma base e um pó que tragam um ar saudável; atendendo aos desejos do Vicente o melhor que consigo e caindo na cama mal o dia esteja terminado; vou fechando os olhos há muita roupa por lavar que se acumula; vou adiando dispensar a empregada que vem somente de quinze em quinze dias e que é muito pouco empenhada naquilo que faz, mas que ainda assim, é essencial que continue a vir cá a casa nesta fase; as refeições são cada vez mais práticas e simples... 

Resumindo: uma mãe aguenta muita coisa, mas não aguenta tudo; uma mãe fica zangada consigo mesma quando percebe que não está a conseguir dar conta do recado em casa e, sobretudo, quando sente que não está a responder aquilo que o seu filho precisa; mas, acima de tudo, uma mãe não devia mesmo ficar doente. 

(Foi apenas um desabafo, quando a gripe e todo o seu mal estar passarem, vou ver as coisas já de uma outra forma).

Bom Dia.

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