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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Deve ser a única coisa que me causa algum stress

04.03.16 | Vera Dias Pinheiro
Esta semana pareceu interminável. Depois da gripe - com febre, tremores de frio, tremores de calor, falta de energia e de apetite - esta semana foi a vez da tosse atacar, são crises de tosse que chegam a tirar-me o ar e que não me deixaram dormir uma única noite sequer esta semana. Assim, de repente, vejo-me a ter que tomar mais comprimidos do que alguma vez tenha tomado. 
Oh estado de (não) graça! Oh minha querida filha, que a forma como me tenho sentido seja inversamente proporcional à forma como tu estás aí dentro, no quentinho. 

Mas obviamente, que sei bem que não é assim, sei que sentir-me assim faz-me desesperar e perder, por vezes, o cocktail de amor e de felicidade que uma gravidez nos proporciona e que ela própria se sente com isso, começando também a ficar mais agitada. Sim, eu sei: temos que ter calma e paciência; faz tudo parte; está quase; é mesmo assim; o que interessa é que ela esteja bem... etc, etc, etc... 

Depois, no terceiro trimestre, há aquela fase tramada de "tem que contar os movimentos fetais do seu bebé". Hã?! O quê? Contar? Mas têm que ser quantos? Todos os dias? E se... ou se... ?!
Eu sei que a melhor forma que temos para saber se o nosso bebé está bem, é precisamente através dos seus movimentos e que nós, melhor do que ninguém, sabemos o ritmo do nosso bebé. Por exemplo, eu sei que o Vicente se mexia muito menos, por comparação com a irmã. Sabia que ele tinha determinados períodos dos dia em que se mexia mais, em detrimento de outros. Já a nossa menina gosta de se exercitar muito mais e durante o dia todo. Se bem que, estas últimas três semanas têm sido mais atípicas, pois ela anda também mais agitada por minha causa.

35 semanas e dois dias

Mas eu nunca contei movimentos fetais, dentro do padrão de cada um deles, se sentia que estavam a portar-se normalmente, relaxava. Mas há alturas, em que me esqueço, chegando à noite a pensar: "Hummmm acho que hoje ainda não senti o bebé mexer!"; "Hummm por esta altura era suposto estar a esticar-se até cá a cima e deixar-me a ver estrelas!"; "Hummmm acabei de comer um chocolate (ups) e não houve qualquer reacção! Isto é capaz de não ser normal!". 

E acabo por ficar ali, uns instantes a balançar entre:
- aquilo que seria expectável e comum de acontecer;
- o "trabalho de casa" de ter que contar os movimentos fetais;
- o facto do bebé ter direito à sua personalidade e vontades (já próprias) e, por isso, estar apenas a descansar, dormir ou simplesmente, quer estar na sua - pois, já percebeu que isto cá fora é uma grande agitação;
- e, por fim, será que é motivo para ir ou não às urgências? - local a que recorro só mesmo, mesmo, mas mesmo em último recurso.

Ainda assim, por este motivo, só fui uma vez ao hospital e foi na gravidez do Vicente. Depois de um dia inteiro em mudanças de casa e sozinha, quando me sentei no sofá para descansar e comecei a concentrar-me nele e a pensar que, ao longo daquele dia e bocado à noite, nada de Vicente! Chocolate e nada de Vicente! Palmadinhas na barriga e conversinhas e nada de Vicente! Calhou conversar com a minha irmã - que, ao contrário de mim, nunca espera até á ultima e vai às urgências - me "obrigou" a ir e bom, estando eu sozinha e não querendo ser irresponsável, lá acabei por ir. Conclusão... o meu querido filho estava simplesmente a descansar, pois tal como eu, também tinha tido um dia extenuante! :)


E agora é a vossa vez: o que é que vos causa mais stress mais na gravidez? 


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