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Desconfinar dentro de casa. Até quando iremos aguentar?

DICAS: Como Sobreviver Ao Desconfinamento Dentro De Casa.

11.05.20 | Vera Dias Pinheiro

manter uma rotina na quarentena

 

Os últimos dias têm exigido uma nova adaptação nesta rotina de vida “normal” dentro de casa. Já tinha passado por tantos altos e baixos. Já tinha perdido o controlo e já tinha sido consistente. Porém, por entre os estados do humor e a saturação, achava que já tinha passado por tudo e agora era deixar os dias correrem.

 

Enganei-me!

A minha mente voltou a exigir de mim uma nova adaptação! Colocou-me novamente desconfortável na rotina de casa e obrigou-me a procurar um novo equilíbrio. A verdade é que na vida tal como está, o meu controlo sobre as coisas é relativo e depende dos dias e dos estados de humor de todos aqui em casa. Há dias em que se leva na boa, mas há outros em que basta um simples suspiro para o ambiente ficar tenso.

 

 A agenda está sempre cheia.  A cozinha sempre desarrumada. Os e-mails e as urgências a chegarem sempre na pior altura. As refeições que nunca estão em dia. O cesto da roupa suja que nunca me enervou tanto como agora. A necessidade de coisas que são impossíveis de obter nesta fase. Um desconfinamento que levou as pessoas à loucura e que, no primeiro dia com o comércio novamente aberto, entopem ruas, espaços comerciais como se o mundo fosse acabar – curioso quando ele pode acabar precisamente se persistirmos neste comportamento de aglomeração de pessoas. Não acredito que haja máscara que nos valha ou desinfectante que chegue. Como se isso não bastasse, está tudo esgotado, as encomendas online demoram meses, e para não falar nas restrições às entregas.

 

Porém, o tédio da rotina tinha-se instalado. É sempre a mesma coisa, todos os dias, de manhã à noite. Nem o exercício físico, que me faz tão bem, conseguiu levantar-me o ânimo e passou-se uma semana sem mexer o corpo em condições – lamento, mas não me castigo, era o que tinha que ser. Estou numa fase em que obrigar-me a o que quer que seja terá o efeito negativo em mim que eu dispenso!

 

  • Mas sei que o importante é a rotina! Nós somos seres que funcionamos com rotinas.
  • Sei que o importante é definir metas concretas e possíveis de alcançar.
  • Agora que podemos sair, podemos voltar aos jardins e aos bosques mais afastados, com menos pessoas e que nos permitam cortar com o tédio dos dias. Que introduzam um elemento diferente. Não cair do erro de todos os dias serem iguais. Por aqui, ainda temos conseguido fazer com os feriados sejam feriados e os fins-de-semana dias diferentes da semana. Sobretudo, manter o hábito de desligar um pouco da vida nas redes sociais e desfrutar do momento que estou a viver sem partilhas, sem nada.

Ajudou-me, por exemplo, por estes dias, ter voltado a conduzir, após cerca de oito semanas de confinamento e foi uma sensação de liberdade incrível. Fomos a parques diferentes, os miúdos correrem e avistaram amigos – respirou-se fundo, ao mesmo tempo, que repetimos que pode realmente ficar tudo bem.

Ainda consegui a proeza de conduzir sozinha, imagine-se, com música e, repito, sozinha! Vou relembrar durante muito tempo como um dos melhores momentos desta pandemia.

  • Entretanto, lembrar de dosear as expectativas com os dias. É preciso construir alguma rotina. Todavia, também é importante reconhecer que, embora tenha um impacto importante na nossa vida, cada um de nós está ao mesmo tempo a tentar reduzir o impacto que a pandemia e o isolamento social têm em nós.
  • Ainda assim, para mim, o melhor truque para continuar a dar a volta a tudo isto é continuar a dividir os momentos do meu dia em fatias. Por exemplo, e olhando sob a perspectiva ideal (vá, utópica): momento de dormir e levantar; momento das refeições; rotina de home office; momento para ajudar alguém (aka filhos, escola, etc.); momento para descansar a mente; momento para as tarefas domésticas; momento para me exercitar.

 

Basicamente, este é deve ser a meta, embora estar em casa seja lidar constantemente com várias distrações. Para além disso, aquilo que eu penso é que um dia, mais próximo do que talvez se consiga imaginar agoira, estaremos a olhar para esta fase da nossa vida e a pensar que, afinal, passou rápido e que conseguimos ultrapassar. De certa forma, dá-me alento pelo menos até ao dia seguinte.

 

E, por aí, contem-me tudo acerca destes vossos dias em desconfinamento.

 

 

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