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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Como preparei a chegada da mana!

06.04.16 | Vera Dias Pinheiro
O assunto "mana" foi, por decisão nossa, levado ao longo de toda a gravidez com muita naturalidade: se o Vicente queria falar sobre isso, falávamos, caso contrário, tudo bem! Participou em alguns momentos, como ecografias, compras, preparação das coisas em casa, mas só mais para o final do tempo é que houve um maior interesse espontâneo: eram muitos os momentos em que interagia com a minha barriga, quando me dava um beijinho a mim, dava também à mana, por aí... 

A chegada da irmã aconteceu de surpresa, embora eu vos dissesse: "calma, eu sinto que tenho tempo", a certa altura, comecei a sentir que, afinal, o tempo que restava não seria assim tanto. Por isso, senti que era altura de preparar o Vicente para a chegada da mana e, para isso, tinha que:

- explicar a ausência da mãe e do pai durante alguns dias - na minha opinião, as crianças não precisam de demasiada informação, nem informação com demasiado tempo de antecedência.

Assim, expliquei que no dia em que a mana fosse chegar, a mãe tinha que ir ao hospital e, para isso, o pai tinha que levar a mãe. O Vicente ficava em casa com a avó. 
Resposta: "SIMMMMM!!!"

- escolher cuidadosamente o presente que a mana lhe iria trazer, pois não podia, de forma alguma, ser uma coisa qualquer.

Numa ida de urgência a um centro comercial - já cheia de contracções e de suores frios - procurei, procurei e procurei até que, não sendo a primeira escolha, encontro um Buzz Lightyear grande como ele já pedia há algum tempo. Lá veio o Buzz Lightyear connosco para o hospital, porque eu fazia questão que o Vicente nos fosse visitar. 
E eu acredito que encontrar "A" prenda faz toda a diferença. O Vicente deu pulos de alegria quando viu a prenda da mana, estava visivelmente feliz, de tal forma que regressou a casa agarrado a ele; dormiu agarrado a ele; acordou com ele e foi agarrado a ele para a escola, onde orgulhosamente mostrou a toda a gente o presente que sua irmã lhe tinha oferecido - e até hoje continuam inseparáveis...





- e garantir que a sua rotina não se iria alterar, nomeadamente que iria à escola, que iria estar na sua casa, com as suas coisas e com alguém com quem ele estivesse habituado a fazer as coisas, como se fosse comigo. 

Ora, ter a facilidade de ter a minha mãe com alguma disponibilidade, faz com que, com alguma regularidade, ela nos visite e fique connosco alguns dias, em que nos ajuda bastante. Por isso, há muito que estava decidido que ela estaria cá nesse momento. Ela conhece todas as rotinas do Vicente,  sabe como eu gosto que as coisas sejam feitas e, porque para além de avó, não facilita em algumas coisas importantes. 

Porém, no meio de tudo isto, só houve um momento em que achei que tinha exigido demais do Vicente, em que achei que estava a ser mais egoísta, do que a pensar nele: a visita à maternidade. Só estávamos os quatro e correu bem, algum nervosismo dele, ansiedade e muita vontade de estar agarrado a mim, mas logo muito carinhoso com a irmã. No entanto, a caminho de casa começa a chorar desalmadamente porque queria estar comigo... Eu ouvi o choro dele pelo telefone e o meu coração ficou em mil pedaços, porque não havia nada que eu pudesse fazer e porque não podia ser eu a acalmá-lo. Passou e, no fundo, aconteceu daquela forma porque ele estava cansado, já passava da hora da sesta... Ele ficou bem, eu percebi que estava bem depois de ter dormido e feliz com o seu Buzz, mas fiquei insegura e pensei que, talvez, aquela visita o tivesse deixado mais inquieto do que feliz...

Tinha pensado ainda em ver com ele algumas fotografias de quando era bebé, fotografias dele no banho, a mamar, mas já não fomos a tempo.

E por aí, que estratégias é que arranjaram para o momento do nascimentos do(a) irmão(ã)?

Bom Dia


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