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Como entreter as crianças, em casa, durante as férias?

As 5 coisas que fizeram das nossas férias… FÉRIAS!

25.05.20 | Vera Dias Pinheiro

como entreter as crianças, em casa, durante as férias.

 

As férias escolares acabaram e o sentimento que me traz é o de que conseguimos, mesmo com todas as restrições, precauções, a impossibilidade de viajar seja no país ou fora, ter o sentimento de terem sido realmente férias.

 

Comecei a semana por arrumar e limpar o escritório – actualmente palco de estudos, trabalhos manuais, sala de cinema e trabalho para mim. Entregar os trabalhos da escola em falta, ver o material que era preciso repor e, no final, fechei a porta! Para o Vicente foi importante, mas para mim também. O tempo e dedicação que lhe dedico consome muito de mim.

 

Em desconfinamento e com autorização para o regresso para ajuda doméstica, decidimos que era importante aceitar o regresso da nossa empregada. A harmonia familiar estava a ficar muito condicionada pelo meu stress e tensão com a gestão das tarefas domésticas e minha constante falta de tempo para mim, mas também para os meus filhos.

 

Depois, outro passo importante foi o regresso dos convívios possíveis, em casa, com amigos. Felizmente, temos aqui amigos com filhos e que se tornaram amigos do Vicente e da Laura e são esses os contactos sociais que privilegiamos nesse momento. O brincar, tal como eles concebem e desejam, só faz sentido com os seus pares. Com os amigos e outras crianças de idades semelhantes e não com os adultos, constantemente a ter necessidade de fazer outras coisas. Para além disso, noto que a minha idade de estar e de passar tempo de qualidade com os meus filhos, eles querem mais. Mas percebi que eles querem outras crianças com quem brincar e na sua ausência é com os pais que eles reclamam essa atenção ainda mais dedicada. Por eles, eramos todos crianças que passávamos os dias a brincar, sem fazer comida, ir ao supermercado, trabalhar, etc… - muito complicado fazer-lhes entender a diferença que existe entre eles e nós.

 

Em contrapartida, o tempo que eu recuperei para mim estes dias permitiu-me dar continuidade a projectos aqui em casa que tinham ficado em stand-by. As duas varandas que temos em casa, são locais da casa que eu procurei optimizar o mais possível. Uma delas que nos permite estar mais em família, onde conseguimos fazer refeições e até onde temos uma pequena horta. E a segunda, no quarto do Vicente e da laura que se tornou um recreio ao ar livre, onde até piscina existe e brinquedos de “rua”. E com os dias de calor que se fizeram sentir, a alegria deles fez valer por completo o pequeno investimento financeiro que custou à nossa carteira.

 

Mas para tal foi igualmente preciso tempo da minha parte para sair de casa e ir fazer as compras, que só posso fazer sozinha e para onde tenho que me deslocar. E sabem? Soube muito bem! A falsa liberdade do desconfinamento sabe bem, independentemente de todas as alterações e cuidados que devemos ter.

 

E, nesse campo, levei os miúdos ao cabeleireiro e o Vicente retomou as consultas no dentista para colocar o aparelho ortodôntico. Lá mais para a frente posso falar-vos sobre isso, se quiserem.

 

Nesta semana tivemos os nossos primeiros passeios de bicicleta em família – que saudades. O facto de vivermos numa cidade que incentiva ao uso da bicicleta como meio de transporte, especialmente nesta fase que vivemos, traz muitas vantagens. Por exemplo, foram feitas mais ciclovias e, mesmo assim, os condutores têm muito respeito por quem anda de bicicleta e tive muito menos receio do que acharia que teria.

 

Enfim, acho que não damos a devida importância ao “parar” e ainda vivemos com a ideia de que ser multitasking e fazer muitas coisas ao mesmo tempo é o ideal. O único sítio onde me sinto assim é na cozinha, de resto, a minha vida abrandou imenso, mas sobretudo aprendi a aceitar isso da mesma forma que aceito tudo o resto. Parar é fundamental! E gostava que vocês conseguissem sentir os benefícios físicos e de saúde até mental do que o respeito por nós e pelos nossos ritmos tem em nós.

 

Podemos olhar para os últimos três meses das nossas vidas e julgar (erradamente) que forma meses em que não vivemos, porque passamos a ser tantas coisas ao mesmo tempo e num mesmo local: a nossa casa. Mas eu quero muito contrariar isso e esse é mesmo o meu objectivo seja em família, como em casa.

 

O desafio é grande. Porém, eu quero acreditar que o pior já passou e, acima de tudo, que aprendemos bem a lição com a consciência da seriedade dos tempos que se vivem.

 

Boa semana a todos.

 

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