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Afinal, como vai a saúde oral dos portugueses?

02.05.19 | Vera Dias Pinheiro

saúde oral e higiene oral

 

Agora já estou aqui toda contente e entusiasmada porque faltam poucos dias para chegar o meu aparelho, o Invisalign. Um sentimento um pouco, para não dizer bastante, diferente do das outras vezes em que tive que usar aparelho.

Contudo, até chegar a esta fase foi necessário avaliar e garantir que tinha uma boca e dentes o mais saudável possível. Logo na consulta de avaliação percebi que, para isso, ainda teria que me sentar na cadeira do dentista algumas vezes. Foram três vezes para ser mais concentra - três cáries.

 

Foram os nervos e o relembrar do trauma que foi a extracção do segundo dente do siso, desculpem-me voltar sempre ao tema, mas tenho séria dúvidas de que algum dia me vou esquecer do que passei e dos dias seguintes. Enfim… o que importa referir é que na Clínica do Marquês foi toda uma outra experiência, foi toda uma outra “recepção” e todo um outro cuidado. E, sendo honesta com vocês, tratei três cáries em menos de duas semanas e sem qualquer tipo de trauma.

Tive anestesia para não sentir a picadela da outra anestesia e durante o procedimento, os cuidados para tal como a Dra. Me disse, ficar descansada de que não iria ter dor! E foi realmente assim.

 

Entretanto, defeito de formação ou não, eu estou sempre a fazer perguntas e com uma curiosidade acima da média das pessoas, nas mais diversas situações, incluindo no dentista. Mas a saúde oral é um tema importante, mas tenho a sensação de que, por ser ainda uma área da saúde bastante cara, acabamos por pôr um pouco de lado.

E lanço aqui a pergunta: cumpre religiosamente as idas regulares ao dentista ou vai apenas quando já sente que alguma a incomoda?

E não é preciso ter vergonha, eu própria não vou de seis em seis meses. Contudo, com o Vicente já sou diferente e marco as consultas com a devida antecedência e sempre nos timings certos. Talvez porque queira que, tanto ele como a irmã, encarem isto como algo normal e não com todo aquele drama e horror associado.

 

E a verdade é que sem grandes surpresas, pelo menos para mim, a saúde oral dos portugueses não vai bem! Mas não vai bem apenas porque só vão ao dentista já para resolver um problema e raramente como prevenção, como também, em casa, os hábitos de higiene oral não são os melhores.

Portanto, e após três consulta com a Dra. Rosangela Tavares, partilho com vocês algumas das boas práticas em saúde oral e aquelas que de certeza irão contribuir para que as vossas visitas ao dentista sejam apenas de passagem. Ora atentem:

O fio dental e a escova de dentes são os melhores amigos e, como tal, ambos devem fazer parte da vossa rotina de higiene oral.

 

Sendo que:

 

  • Recomenda-se o uso do fio dentário duas vezes por dia.
  • Já a escova de dentes mais adequada deve ter uma cabeça pequena, dessa forma não bate na mucosa da nossa boca, permitindo a eficaz escovagem dos terceiros molares.
  • Também é um facto que não devemos estar mais de 6 horas sem escovar os dentes, pois, é a partir daqui que as bactérias presentes na nossa boca começam a causar problemas.
  • Bocejar a boca com elixir à noite é importante, porém esse elixir não deve conter álcool. E à noite porque é quando deixamos de produzir saliva, que nos protege das caries, e portanto, passamos a estar desprotegidos.
  • A escovagem certa dos dentes é feita do lado de fora, de dentro e por cima do dentro. E a ordem correcta é: passar o fio, escovar e bocejar com elixir.
  • Relativamente às visitas ao dentista: sem problema, duas vezes ao ano; com algum problema, deverão ser acompanhados a cada três meses.

 

Em suma:

 

Devem procurar um profissional que vos oriente e que não esteja ali apenas a cumprir o objectivo da consulta, uma vez que, isso não resolve a fonte do problema. E, na verdade, outro dos factores que pesa nesta “difícil relação com o dentista" é, muitas vezes, o trauma que ficou de criança, essa má experiência que nos marcou e que fica para a vida. Sem falar da situação em si, desconfortável, que nos deixa vulneráveis com a boca completamente aberta e sem falar (o que não invalida que nos façam perguntas constantemente mas, ao mesmo tempo, nos peçam para não responder… verdade?).

Enfim, podem ser vários os motivos, todavia qualquer que seja ele, só será contornado com o hábito e com a ida regular ao dentista, juntamente com a escolha de um profissional de saúde, atencioso e atento, que vos passe alguma pedagogia e que vos alerte de facto para os vários problemas - e consequências dos mesmos - da saúde oral.

 

Entretanto, fica já prometido, um post semelhante mais orientado para a saúde oral das crianças.

 

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