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As viagens dos Vs

Mulheres nutridas, famílias felizes

As viagens dos Vs

Rotinas com dois filhos: o mais díficil!

24.01.18 | Vera Dias Pinheiro

As rotinas são a base de tudo. A constância das mesmas cria o hábito e, assim, acredito, estabelecermos uma certa tranquilidade e harmonia no dia-à-dia com crianças. Costumo dizer, meio a brincar meio a sério, que a partir de uma certa hora temos que ser rigorosas e manter a rédea curta.


E se no início desta aventura, eu vos disse que o mais difícil era assegura que as rotinas de fim de dia se fizessem de forma mais calma, ao dia de hoje ainda mantenho a mesma opinião. Não raras vezes, somos forçados a fazer uma separação das áreas da casa, em que o pai fica com um e a mãe com o outro..


O Vicente com cinco anos, rapaz, cheio de energia, muito físico, que faz tudo em movimento e, para quem, a palavra “sossegado” parece não ser reconhecida pelo seu cérebro. E a Laura, de quase dois anos, miúda, mas o que é que isso importa, se parece ter mais energia que nós os quatro juntos, teimosa e que não se coíbe em fazer aquelas birras da velha guarda que, ou ignoramos ou, então, está tudo estragado. Pois, estes dois juntos fazem uma dupla engraçada, sem dúvida. Porém, na prática, deixam-me igualmente com os nervos em franja. E a partir de uma certa hora parecem ter somente dois registos: aquele em que se dão bem, mas é porque estão a fazer asneiras e o outro, em que gritam e berram um com o outro.


Ora, gerir o dia-a-dia com dois filhos, com as rotinas que eu achava dominar, ainda é, na verdade, algo completamente utópica e irreal.

Depois da escola, a primeira coisa a fazer é o banho, relativamente cedo (18h30), para ficarem despachados, entretidos (idealmente sem gritarias) e eu ocupar-me do jantar e outras coisas. De seguida, o jantar, também relativamente cedo (19h30). E é tudo cedo, porque tudo é um processo com eles. Ir tomar banho é todo um processo de quererem ir ou não; de quem vai primeiro… E o mesmo se aplica ao jantar. Tudo é um processo até que finalmente estejam sentados à mesa, a comer e sem reclamar (muito). E, neste caso, a minha paciência e tanto maior quanto maior o tempo que eu tiver... entendem? :)


Se correr tudo bem e terminarem cedo, ainda brincam mais um pouco. Se for em cima da hora de lavar os dentes e ir para a cama, não podem haver vacilos. Pois, a partir das 20h15 é tudo em estilo militar, sem muita margem para distracções - o que é impossível, pois tudo serve de distracção.


Já tentei que o momento da história fosse em conjunto, já tentei ficar os dois na mesma cama, já tentei a pedagogia, já tentei tudo. Contudo, o melhor (ainda) é adormecerem em separado. A Laura não tem a maturidade do irmão, embora pense que sim e o Vicente não se controla e, no final, acabamos com a casa no caos, os dois a chorar, quando, na verdade, o que queremos é que eles se aclamem e relaxem antes de dormir.


A coisa verdadeiramente boa em tudo isto é que já consigo que ambos adormeçam, mais ou menos, ao mesmo tempo e com isso, conseguimos recuperar o nosso tempo ao final da noite sem crianças por perto. E isso é de facto uma coisa muito boa que a nossa vida de casal recuperou.

Entretanto, o que eu já aprendi também é que com os meus filhos aquela coisa do “deixa-os cansar, pois quanto mais cansados estiverem, mais rápido adormecem!”, não funcionam nem com um, nem com o outro. Quanto mais cansados, mas rigorosa tenho que ser com as rotinas, pois a fronteira entre estar tudo bem e o estar tudo mal, é bastante ténue.


Ora, no meio de tudo isso, vai subsistindo um dilema, que é o deixar os dois com apenas uma pessoa para poder passar uns dias fora, para ir jantar fora com mais regularidade ou até para conseguir estar mais descontraída nos momentos em que o consigo fazer alguma dessas coisas.


Portanto, expliquem-me lá como é que é a vossa rotina de deitar ou como é que se aclamam duas crianças que no curto espaço de tempo entre o jantar e o deitar, perdem completamente a noção de tudo e chegam a ultrapassar todos os limites?


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Querer ser feliz (mesmo sem saber bem o que isso é)

23.01.18 | Vera Dias Pinheiro

Mudar de vida e ser mais feliz! Sim, estamos a sempre a ouvir isto, mas na prática, qual o preço que estamos dispostos a pagar por isso? Um preço que aumenta cada vez mais à medida que a nossa vida vai assumindo responsabilidades cada vez maiores. Por exemplo, as despesas fixas ao final do mês, os filhos e até o conforto e as comodidades que vamos alcançando e que, quer queiramos quer não, habituam-nos, mesmo que não sejam essenciais ao nosso bem-estar.  E se calhar a pensarmos também na idade, em como será a nossa vida daí a alguns anos, se conseguiremos ser realmente mais felizes com o desconhecido, se não será melhor ficar com o que já temos ou se, porventura, haverá algo mais que nos está reservado?


Quando pararem e pensarem nisto tudo - se ainda não o fizeram - preparem-se para ficar com um nó na cabeça. Por mais que a resposta pareça óbvia, a verdade é que a decisão custa horrores a sair cá para fora. E depois, não é linear que fiquemos imediatamente bem a seguir - Com que então, querias tanto mudar e agora continuas insatisfeita?

Há um processo de mudança de vida muito mais profundo do que pensamos, que nos tira a rede de segurança que tivemos grande parte da nossa vida e que nos habitou a precisar de uma série de coisas para nos sentirmos seguros.


Abdicar e correr o risco para ficarmos sem nada em busca da felicidade? E que felicidade é essa?!


Às vezes nem sabemos explicar muito bem o que queremos. Sabemos que como estamos não estamos bem e que a vida é demasiado curta para a vivermos assim. Porém, se isto representa algo em concreto? Não, não representa. É um tiro no escuro, uma força qualquer que se apodera de nós e que nos diz constantemente que temos que mudar e que temos que lutar por nós próprios.


E neste aspecto os homens que me desculpem, pois têm todo o meu respeito e consideração, mas as mulheres são do caraças! Há qualquer coisa que nasce connosco e que nos torna camaleónicas e que necessidade de mudar, seja em que fase da nossa vida for, torna-se uma prioridade.


Quando tomamos determinadas decisões na nossa vida, parece que isso no aproxima de outras pessoas semelhantes. E sim, ao longo do último ano tenho conhecido mulheres fantásticas com histórias de coragem tão motivadoras e interessantes. Porque, infelizmente, tendemos a achar que quem muda é porque pode, porque tem um conforto financeiro grande, etc… etc.… e não, não é bem assim! Na maioria das vezes mudamos porque tem que ser, porque queremos passar por esta vida e deixar a nossa marca, queremos passar por esta vida e sentir que valeu a pena, seja aos 30, 40 ou aos 50. 


E nesta coisa do mudar e do ser feliz entra tudo aquilo que para cada um de nós seja válido. Pode ser terminar um casamento infeliz; pode ser sair de casa e recomeçar literalmente do zero, porque só queremos ser livres para viver a nossa vida; pode ser mudar de emprego; pode ser desistir do emprego e dedicar-se à família; pode ser despedir-se e tentar encontrar espaço na sociedade para uma outra forma de viver; ou pode ser uma mistura de tudo isto.


Infelizmente acho que ninguém consegue o whole package na vida. Ou é possível estar-se plenamente realizada a t-o-d-o-s os níveis da nossa vida? E se for, será isso bom? Eu desconfio sempre, pois acredito que são todas estas complexidades da vida que nos fazem progredir, avançar, a ser melhores seres humanos e, no limite, penso eu... a ser mais feliz.


A minha mãe separou-se ao fim de talvez 40 anos de casamento, uma vida financeira e material estável. Foi forçada a remoçar do zero, quando achava que já não tinha mais nada a recomeçar na vida e que iria aproveitar tudo aquilo que já tinha alcançado. Durante toda a sua vida só tinha feito uma coisa, para além de ter vivido para o meu pai. Durante anos, achou que era o fim do seu mundo, pensou (e ainda pensa) no que tinha e no que perdeu, nas dificuldades que teve que passar e nas mudanças que teve que enfrentar. Contudo, se eu sou da mesma opinião? Não, não sou. No fundo, serviu para mostrar-lhe que ela tem um brilho e uma força próprios, que não precisava de uma âncora. Se foi fácil? Não, foi duro! Duríssimo! Se é mais feliz? Eu espero que sim.


E talvez sem ela pensar muito bem nisso, deu-me o exemplo e a força quando o meu momento de mudança chegou.

E como nós, há tantas, mas tantas mulheres a mudar constantemente, à procura de alternativas, a lutar pelos sonhos, a querer ser mais e melhor por si e pelos filhos ou pela família. A felicidade não se explica, sente-se e que cada um de nós tem maneiras diferentes de ser feliz. Não há certos ou errados, há tentativas constantes e diárias, porque a única certeza é que a vida é só uma, não passa uma segunda vez e não nos dá tempo para pensar muito ou para grandes hesitações. 


Estranho texto este, talvez..., mas todos os dias recebo partilhas, todos os dias ouço histórias, todos os dias me perguntam como fazer, me pedem conselhos e a resposta é só uma: encontra a tua própria luz e não tenhas medo de a fazer brilhar o mais que puderes e o mais longe que alcançares. O retorno vem, não será no teu momento, mas no momento em que tu estarás preparada para o receber. Confia!


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Mo(m)nday Hacks: 5 Dicas p/arrumar trabalhos da escola

22.01.18 | Vera Dias Pinheiro

Ainda nem chegamos ao primeiro ano de escolaridade e o drama dos trabalhos da escola já se instalou cá em casa. Cálculo que ainda não tenha tido tempo suficiente para me desapegar emocionalmente destes primeiros anos em que cada risco e rabisco tem tanto significado para ele (e para mim). No entanto, a verdade é que acabamos por voltar sempre ao mesmo: a falta de espaço que a certa altura se coloca.


Ainda assim, quando me encho de coragem e decido que algo pode ser "reciclado", acabo ser sempre apanhada (pelo Vicente). De imediato, ouço uma vozinha doce e intrigada, que me pergunta o que vou fazer com aquele desenho... Silêncio constrangedor para mim, é claro, que não tenho coragem de lhe dizer que ia para o lixo, porque temos outros 5 898 desenhos e que aquele em particular só tinha dois riscos na folha e que se calhar, podíamos reciclar.


O desenho volta para o sítio onde estava, junto com outros trabalhos aos quais eu já não sei muito bem o que fazer, porque uma caixa já está cheia e não me apetecia propriamente usá-los como decoração da casa.  E, para além disso, se o Vicente vê a irmã pegar em algum deles, instala-se a terceira Guerra Mundial em segundos.


Contudo, eu não posso queixar-me muito, pois eu era aquela miúda que guardava tudo. E por tudo se entenda, por exemplo, os apontamentos dos apontamentos que fazia para estudar. E ainda hoje, gosto de ver e de mexer em todas aquelas recordações quando visito a casa da minha mãe. Mas se preciso disso no meu dia-a-dia, a verdade é que não. A minha mãe, coitada, ainda hoje me diz, meio a “medo”, que um dia temos que pensar o que fazer com tudo aquilo.

A verdade é estes trabalhos são importantes porque são o registo de aprendizagem da criança e, por isso, eu acho que valem a pena guardar, mas temos que ter algumas “regras” e precisamos sobre isso que vou falar a seguir:


  1. Seleccionar os trabalhos junto com a crianças e guardar o que for mais significativo para mãe e filho. Mas para que isto corra bem, ou seja, sem se chegar ao fim, com tudo assinalado como importante, o melhor é fazer esta selecção no mínimo um ano depois, precisamente para deixar passar a emoção e separar de forma mais racional. E a cada ano refazer a selecção.
  2. Oferecer a familiares como lembrança, de certeza que fará as delícias de alguma tia ou, especialmente, dos avós;
  3. Digitalizar/tirar fotografia para posteriormente se fazer um álbum virtual, guardar num disco externo ou, porque não, em DVD;
  4. Como fazer a selecção dos trabalhos:
  • Escolher um desenho do início e outro do final do ano lectivo;
  • Escolher as primeiras actividades em que aparece a escrita do nome, os desenhos de arte, com muitas cores ou usando a sua cor preferida;
  • Escolher as primeiras produções escritas.
  1. Idealmente, de acordo com a frequência com que as crianças trazem trabalhos para casa, o ideal seria fazer esta selecção com regularidade e não esperar apenas pelo final do ano.
hacks para arrumar trabalhos da escola

Imagens de inspiração a este post retiradas do Pinterest.


 

Querem partilhar os vossos hacks comigo?


-->> Podem companhar os hacks anterior aqui  e seguir-me também no Pinterest aqui.


Boa semana.


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Manifesto (da Maternidade) Só Por Um Dia

20.01.18 | Vera Dias Pinheiro

Há momentos em que pensamos com tanta força nas coisas que desejamos para o nosso dia-a-dia que se pudessemos escrevíamos um Manifesto. Ainda assim, arrisquei e deixei o meu escrito, quem sabe alguém lê e se junta a mim "só por um dia"...


  • Só por um dia em que pudessem dormir até tarde;
  • Só por um dia em que a casa ficasse arrumada por mais do que cinco minutos;
  • Só por um dia em que o meu conceito de sábado à noite fosse ficar no sofá, comer uma taça de cereais, ver um filme e adormecer;
  • Só um por dia a pilha de roupa por passar a ferro desaparecia e a roupa por lavar estaria em dia;
  • Só por um dia tudo aquilo que se diz na parentalidade positiva funcionaria na perfeição e efectivamente o diálogo seria a chave do sucesso;
  • Só por um dia em que os filhos adormeceriam e dormiriam a noite toda sem acordar 1000 vezes;
  • Só por um dia não iriam existir copos de água entornados às refeições e o prato da comida não seria jogado ao chão só porque não se quer mais;
  • Só por um dia  todas aquelas rotinas do dia-a-dia, como lavar os dentes, colocar soro, etc... não seriam feitas em sacrifício e com choro à mistura;
  • Só por um dia ouviria mais vezes a palavra sim, em vez de estar constantemente a ouvir o não como resposta;
  • Só por um dia paravam com os gritos e brincariam em silêncio;
  • Só por um dia eu seria capaz de saborear uma refeição em vez de engolir os alimentos, ao mesmo tempo, que ouço a palavra mãe ser repetida vezes sem conta ou, então, sem ter que fazer mil advertências, especialmente para que não se levantem da cadeira das refeições à revelia; 
  • Só por um dia não iriam haver xixis na cama;
  • Só por um dia eu não me iria preocupar com nada para além de mim, um dia e uma noite, para ser mais precisa;
  • Só por um dia por cada pergunta que me fizessem, receberiam 20 euros;
  • Só por um dia em que para sair de casa não se demorasse horas (algumas vezes até nos fazer perder a vontade);
  • Só por um dia em que os filhos seriam como aqueles que vemos nas revistas: lindos, perfeitos e bem comportados;
  • Só por um dia a cozinha estaria sempre arrumada, a mesa sempre posta e as refeições prontas a serem saboreadas;
  • Só por um dia em que me pudesse dar ao luxo de não fazer rigorosamente nada, em que que não tivesse que me aborrecer por alguma coisa, em que não tivesse que negociar ou inspirar e expirar 1000 vezes para aguentar sem perder a paciência;
  • Só por um dia em que eu viveria o caos do fim do dia com o mesmo espírito de quem está numa festa, a divertir-se muito;
  • Só por um dia eu não teria que repetir a mesma coisa vezes infinitas.

Posto isto, acho que cheguei à fase em que sinto verdadeiramente a necessidade de ter uns dias sem filhos. Acho que chegou o momento de pensar em tirar uns dias de férias só para mim, só para ser eu, para não me preocupar com nada, para realmente descansar o corpo, mas especialmente a mente. Dias em que eu pudesse mesmo fazer reset, limpar o contador e deixá-lo a zeros e até sentir saudades de tudo aquilo que agora me aflige e me aborrece.


Sei que não vai ser fácil tomar a decisão, mas acredito que, no fim, todos ficarão a beneficiar com isso. Aceitam-se apostas: será que vou conseguir ir para longe sem o Vicente e sem a Laura?


E se este Manifesto fosse vosso, o que não poderia mesmo falta?


 

Boa noite.


 

Créditos da fotografia || Lovetography


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As mães multitasking que estão em todo lado

19.01.18 | Vera Dias Pinheiro

Cada vez mais sinto a necessidade de deixar de ser difusa, de tentar chegar a todo o lado, pois com o tempo, sinto-me a não conseguir dar resposta a tudo. As mães multitasking (a quem eu chamo também as mães-polvo) que assumem todas as frentes chegam a uma altura em que sentem que precisam de ser mais produtivas e que isso passa por conseguir serem capazes de iniciar uma coisa e terminá-la, em vez de socorrer a vários fogos ao mesmo tempo e assim sentir que acabam por ter sempre pontas soltas.


Para quem pede ajuda, torna-se fácil, já sabe que tem ali aquele suporte. Mas para quem está constantemente a interromper o que está fazer e, ao mesmo tempo, a juntar à sua lista só” mais uma coisinha, torna-se demasiado stressante e até desgastante.


Somos educadas para sermos super-mulheres. Somos educadoras a interiorizar que somos capazes de tudo e exímias no multitasking. E reconheço-nos essa capacidade única. Durante muito tempo eu própria fui essa mulher. No entanto, vamos deixando ir juntando sempre mais uma coisa ali, mais uma aqui, outra acolá, alguém que nos pede atenção apenas para uma pergunta rápida... e aquilo que pode ter graça no início, com o tempo, deixou-me ansiosa, a sentir-me responsável por tudo e a sentir que a minha presença era fundamental em todos os momentos.


E talvez até seja um pouco assim, talvez tenha-me colocado nessa posição mesmo sem querer. Talvez por isso, se estou em casa e se dividimos as tarefas, a verdade é que eu acabo a fazer as minhas e as dos outros. A verdade é que eu acabo por me sentir sempre desconfortável quando, por ventura, me deixo ficar no sofá e há alguém a tratar das coisas por mim.


Mas, afinal, quando é que ficou estabelecido esta divisão de tarefas em função do género? E, se num outro planeta qualquer, se vive ao contrário e são os homens a tratar de tudo e é a mulher que chega a casa depois do “furacão” já ter passado? E, se nesse planeta, é a mulher a dizer mais vezes que lhe dói a cabeça ou que está muito cansada?

E isto tudo para vos dizer que em vez de ter que viajar para outro planeta, eu decidi que aos poucos vou fazer o exercício inverso. Quero sentir-me mais concentrada nas coisas que tenho em mãos, sentir que termino em vez de arrastar e isso não passa só pelos outros, mas essencialmente por mim. Por me tornar mais organizada, focada e concentrada.... e também por dizer mais vezes não. Passa, por exemplo, por em casa responsabilizar cada um pelas suas próprias coisas; passa por no trabalho, aceitar os desafios que realmente me dão prazer e cujo retorno será objectivamente vantajoso para mim (algo que pode acontecer de várias maneiras).


Tomei uma opção de vida para ter mais tempo para mim e para a minha família e evitar ceder a pressões. Porém, se não tiver cuidado, esta minha condição torna-me ainda mais vulnerável do que a anterior. Ora, encontrar o meio termo e fazer com que as pessoas entendam que sou tão humana quanto o resto das pessoas não é fácil. Mas é preciso!


Por isso é que nestes dias em que estamos apenas os três por nossa conta, acabo por tentar acalmar o meu coração para não ir além do que consigo efectivamente fazer do início ao fim. Se adormecer com eles e a cozinha ficar por arrumar, paciência. Se tiver que adiar um compromisso meia hora para não andar a correr, paciência. Se tiver que esperar mais um dia para dar resposta a alguns e-mails atrasados, paciência.


Tenho uma amiga que me lembra sempre que não somos médicos cardiologistas e que, por isso, a vida de ninguém depende inteiramente de nós. Portanto... paciência, mesmo quando não é do nosso feitio deixar coisas por fazer ou atrasar alguma coisa.

Ter filhos é um trabalho. Ter uma casa é um trabalho. Ter uma profissão é um trabalho. Vivemos rodeadas de trabalho, de obrigações e de responsabilidades. E, ao mesmo tempo, vivemos em buscar de algum equilíbrio, mas não sabemos como ter tempo para nós e quando temos esse tempo não sabemos como usufruir dele.


E embora eu sinta uma pressão enorme para não deixar nada por fazer. A verdade é que me estou a educar para deixar ir, para ser capaz de seleccionar prioridades e concentrar-me no essencial. Sem esquecer que não vem mal ao mundo e que ninguém vai fazer nada por mim, portanto se não for agora, farei depois.


Boa sexta-feira!


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Tomar nota | Um brunch (entre outros) para o fim-de-semana

19.01.18 | Vera Dias Pinheiro

 

Uma actividade cultural || Conversas de Corpo

 

  • Género: Dança

 

  • Quando: 20 de Janeiro, às 11h ou às 16h, duração 45 minutos.

 

  • Idades: dos 0 aos 3 anos (e acompanhantes)

 

  • Onde: Teatro da Trindade, Lisboa

 

  • Preço: Consultar aqui.

 

Descrição: Neste espectáculo tudo é possível: correr, gritar, agarrar, largar, cantar, beijar, bater palmas, desenhar, enrolar, desenrolar, saltar, cair, levantar, arquitetar, mergulhar. Sem haver lugar para hierarquias entre quem dança e acompanha, o importante é fazer acontecer juntos, num encontro em que os gestos de dança contagiam os corpos das crianças e dos adultos. Criar um momento único de conexão entre todos é o principal objetivo deste espetáculo de dança criado por Clara Bevilaqua e Guilherme Calegari.

 

Um brunch em família || Friendly Flamingo

 

  • Onde: Rua 4 de Infantaria, 3A, Lisboa

 

  • Quando: Todos os domingos, das 10h às 12h e as 12h30 às 14h30

 

  • Preço: 12 euros/pessoa; dos 5 aos 12 anos/8 euros e >5 anos não pagam.

 

Descrição: Em regime de buffet com bebidas frias e quentes à descrição. É aconselhado fazer reserva - Contacto: 216 018 184


Um livro para ler || Leonordo o Monstro Terrível

 

  • Autor: Mo Willems

 

  • PVP: 15 euros

 

Descrição: Retrata uma bonita história de amizade, escrita com muito sentido de humor. É um livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura.

 


livro infantil

 

Um passeio ao ar livre || Teleférico no Parque das Nações

 

  • Onde: Telecabine Lisboa, Parque das Nações

 

  • Preços e Horários: Disponível neste link.

 

Descrição: Um passeio para toda a família e para todas as idades com a duração de 8 minutos, num trajecto sobre o rio Tejo.

 

Se tiverem seguido alguma destas sugestões, nomeadamente o brunch, iria gostar muito de ouvir a vossa experiência, que podem sempre partilhar nos comentários a este post. Nós vamos receber um visita muito especial nos próximos dias e isso representa sempre uma oportunidade para fazer coisas novas e diferentes.

 

Divirtam-se.

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Vamos falar de acne hormonal?

17.01.18 | Vera Dias Pinheiro

 

Nunca pensei trazer o tema da acne hormonal para aqui, tendo em conta a minha experiência ao longo dos anos, adolescência incluída. Nunca sofri de acne e nunca tive problemas de pele que me preocupassem. Foi mais tarde, por volta dos trinta anos, quando fui mãe pela primeira vez, que comecei a ter cuidados redobrados - foi quando percebi que tinha ficado com melasma, pele desidratada, etc.. Mas acne propriamente dito não!

 

No entanto, mais recentemente, após ter deixado de amamentar e com o facto de ter optado por não tomar a pílula que notei que a minha pele mudou bastante. Não se tornou oleosa, porém comecei a ter sinais de acne mais frequentemente. Mas foi neste último mês que comecei realmente a ficar incomodada e a pensar que talvez não se trate de algo passageiro e que talvez fosse melhor procurar aconselhamento específico.

 

E antes de ir à ginecologista e de ela me dizer aquilo que eu já própria já sei, marquei consulta no dermatologista. E depois de me ter feito algumas perguntas exploratórias depois de ter explicado porque estava ali, tive a certeza que o primeiro passo passa por efectivamente tomar a pílula e resolver esta parte hormonal, pois trata efectivamente de acne hormonal.

 

A verdade é que eu, desde sempre, me lembro de ter que recorrer a medicação para tratar a amenorreia secundária. Mais tarde, quando quis engravidar da Laura, e devido a esse mesmo problema, passei cerca de seis meses a tomar hormonas. Não resultou e tivemos que passar à fase seguinte. Felizmente, ficamos por aí. Mas felizmente que o meu corpo e o meu organismo resolveram este meu problema e eu fiquei com aversão aos comprimidos, não me apetece tomar mais nada, fiquei “farta” com tudo aquilo.

 

E, neste momento, parece que é o meu corpo está a reagir a tudo isso. A dermatologista perguntou-me inclusivamente como é que eu - a Vera - me sinto e devo dizer que até pedi para repetir.

 

Afinal, porque é que deixamos de estar habituados a que nos perguntem como nos sentimos? Quando é que passa a ser normal não nos importarmos com o estado de espírito do outro?

 

Pois, mas já que pergunta, devo dizer que isto ando tudo num grande alvoroço. Tem momentos piores e outros bem melhores. Nestes, limito-me a aproveitar e a saborear a calma e a paz. Nos outros, espero que alguém tenha compreensão e me dê um desconto.

 

Explicar este assunto das hormonas é um esforço praticamente inglório. Parece que estamos a dar uma desculpa para justificar um comportamento diferente ou um estado de espírito mais delicado. Para além disso, embora nos respondam que sim, entendem muito bem. Na verdade, só quem passa por isso é que sabe o quão alteradas essas ditas hormonas nos podem deixar e o efeito que têm na nossa personalidade.

 

Porque passas do 8 para o 80?

Porque é que, de repente, mudas de humor?

Porque é que gritas?

Porque perdes a paciência assim tão rápido?

 

Hormonas! Hormonas! E uma incapacidade de nos controlarmos a nós e às hormonas.

 

Sei que este ano é para tomar conta de mim, quero inclusivamente fazer um check-up a tudo, quero estar mais atenta a minha saúde e quero deixar de me sentir instável emocionalmente ou pelo menos não sentir que vivo, às vezes, numa montanha russa.

 

Contudo, para que essa tomada de consciência seja precedida pela acção, às vezes, tem que haver um sinal físico visível que me chama a atenção. E esse sinal foi esta acne irritante que apareceu.

 

Mas, entretanto, obviamente, que os meus cuidados de rosto tiveram que sofrer alterações. Tive que fazer adaptações, pois senti necessidade de intercalar os cremes habituais com os específicos para o tratamento da acne.

 

E, neste processo, já descobri autênticos life savers da pele e que resolvi partilhar com vocês.

 


tratamento da acne hormonal

 

Em primeirissimo lugar está o cuidado obrigatório de todos os dias fazer uma limpeza de pele adequada. E, neste momento, estou a usar a Foreo Luna 2 para peles mista, de venda exclusiva na Perfumaria Douglas. Admito que levei um tempo até me habituar, pois tenho uma outra que funciona com uma escova diferente, mas actualmente é mesmo a que uso mais (até porque a “bateria” dura imenso tempo).

 


foreo luna 2, perfumaria douglas

 

Neste passo, junto o gel de limpeza Dermo Pure Oil Control da Eucerin. De seguida, aplico o creme hidratante da mesma linha.

 


dermo pure oil control, eucerin

 

Entretanto, tenho tido uma pequenina ajuda milagrosa no que toca a tratar mais rapidamente as borbulhas. Chama-se ESPADA e é o mais recente lançamento da FOREO, também encontram à venda na Perfumaria Douglas. No fundo, é um tratamento de fototerapia para uso doméstico com resultados profissionais - e sim, eu confirmo que é mesmo um bom investimento para quem sofre deste problema.

 

E para finalizar - e porque desde que fiz a minha limpeza de pele contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que usei base - a minha alternativa, têm sido estes dois produtos, para um mesmo efeito, mas de marcas diferentes: Hyséac 3-Regul da Uriage e o EFFACLAR DUO(+) UNIFIANT da La Roche Posey. Começei por usar o da Uriage, mas gosto de ambos. Acho que o último acaba por me dar um pouco mais de cor.

 


hyséac 3-regul e effaclar duo

 

E, pronto, é um pouco isto. Já tinha ouvido falar da acne hormonal. Já tinha ouvido falar da acne na idade adulta. Porém, achava que isso não ia ser um problema que me fosse afectar.  Mas a verdade é que afectou e agora, é mesmo resolver. Adaptei entre o que a dermatologista me aconselhou e aquilo que eu já tinha em casa e que até já estava a usar.

 

Entretanto, quem tiver experiências semelhantes de acne hormonal ou em idade adulta, se quiser partilhar, sinta-se à vontade. Truques maravilhosos para acabar com as borbulhas mal apareçam serão igualmente apreciados. 😊

 

Boa noite.

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