Laura | Os 6 meses a chegarem com toda a sua força
23.09.16 | Vera Dias Pinheiro
Começamos tão bem a nossa semana, tinhas começado a dormir mais horas seguidas e, por conseguinte, também eu. Foste comigo ao The Studio, distribuíste sorrisos a toda a gente. Levei-te comigo à Sentidos Saúde e Beleza, deixei-te sozinha por uns instantes com a Joaquina e quando cheguei estavas a rir-te, bem disposta. A partir de quarta-feira mudaste, começaste a andar mais irritada, ainda mais difícil na hora de adormecer e com uma crise aguda de "mãe". Já não consegui terminar o meu treino nesse dia, por muito que te dessem colo e atenção, pois tu só me querias a mim. Na quinta-feira, mal me deixaste almoçar com um grupo de amigas e dar dois dedos de conversa, ao final do dia, obrigaste-me a cancelar um compromisso já quase em cima da hora - e como eu detesto fazer isso. E hoje, sexta-feira, além da fisioterapia que tivemos que terminar antes do tempo, já não fiz mais nada - cancelei o meu último treino da semana - para ficar completamente disponível para ti.
Parece que estás a passar por um pico de crescimento, o dos seis meses, o que explica facilmente tudo isto. Não é o primeiro, mas é talvez o mais exigente para mim. Talvez porque estou mais cansada e tu mais determinada naquilo que queres, com mais força para reclamares quando te aborreces e queres toda a atenção para ti. Ouvir-te chorar e sentir que não estou a conseguir ser suficiente para conseguir acalmar-te, vai custar-me sempre muito e vai deixar-me sempre triste. São horas de choro seguidas em que já não consigo perceber o que será melhor: se dormir; se dar-te (mais uma vez) mama; se dar-te colo; se mudar a fralda; se cantar ou brincar; ou se, simplesmente, o melhor é não fazer nada e deixar-me estar ali ao teu lado.
Eu acho sempre que o melhor é conseguir que tu durmas um pouco. Ficamos as duas a ganhar: tu descansas, baixas os estímulos, quase como se de um reset se tratasse; já eu aproveito para descomprimir como posso, às vezes, preciso chorar também, outras vezes, de tomar um banho, deitar-me ou, então, sinto necessidade de organizar o caos que se instala na casa nestes períodos.
São poucos dias, eu sei, e são fases muito importantes para o teu crescimento e desenvolvimento. Penso muito nisso, racionalizo as coisas - acho que se torna mais fácil - e tento manter a calma e não pensar em mais nada e deixar-me estar ali disponível para ti 24 horas por dia, ou melhor, aquelas que temos antes de irmos buscar o Vicente, que acaba por ficar sempre meio perdido quando passamos por estes picos de crescimento. Acaba por chorar também ele mais, fazer mais birras, pedir mais atenção, levanta-se durante a noite e questiona-nos porque é que ele tem que ficar sozinho no quarto e a mana não - e eu tenho que perceber isso e ter paciência. E volto a sentir-me impotente, porque não consigo estar com os dois da mesma forma ao mesmo tempo.
Felizmente, viver a maternidade uma segunda vez, trouxe-me mais tranquilidade, segurança e, de alguma forma, consigo controlar-me mais e pensar sobre o que está a acontecer antes de "explodir". A Catarina Beato disse que a maternidade é uma missão e é precisamente assim que eu me tenho sentido, numa grande missão!
Boa noite!



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